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Aplicativos de relacionamento para quem enviuvou e quer recomeçar

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Muita gente que enviuvou chega, depois de um tempo, ao ponto de querer voltar a conversar, sair e talvez construir um novo relacionamento. E muita gente procura justamente pessoas que passaram por isso, por entender que há uma vivência em comum. Os aplicativos de relacionamento entram aí como um canal possível de contato.

Antes de seguir, um esclarecimento importante: nenhum aplicativo de relacionamento tem filtro de “viúva” ou “viúvo”. Não existe app que liste pessoas por esse critério, e qualquer site que prometa isso deve ser tratado com desconfiança. O que existe são plataformas de relacionamento sério e de público maduro, onde há muitas pessoas que enviuvaram — e onde algumas escolhem contar isso no próprio perfil.

Onde estão as pessoas que enviuvaram e querem recomeçar

Na prática, elas estão nos mesmos aplicativos que todo mundo usa — com maior concentração naqueles voltados a relacionamento sério e a público acima dos 40 e 50 anos. A busca, então, não é por um app específico, mas por plataformas com base madura, filtros de idade e boas ferramentas de segurança.

Vale também um ajuste de postura. Viuvez não é um atalho nem uma oportunidade: é um luto. Quem procura relacionamento partindo desse critério precisa ter clareza de que a outra pessoa pode estar em qualquer ponto desse processo. Respeitar o tempo dela, não insistir no assunto e deixar que ela conduza é o mínimo — e, na prática, é o que faz diferença.

eHarmony: questionário de compatibilidade

O eHarmony é conhecido por conectar pessoas a partir de um questionário longo sobre personalidade, valores e estilo de vida, em vez de deixar você navegar livremente por fotos. Para quem procura relacionamento com propósito definido, esse formato filtra bastante antes da primeira conversa.

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Custo: baixar, responder ao questionário e ver as sugestões é gratuito; ler e responder mensagens exige assinatura. Está na Google Play, não aparece na App Store brasileira, e a base é majoritariamente de países de língua inglesa. Conheça o eHarmony no site oficial.

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Match: filtros detalhados e público mais velho

Entre as plataformas tradicionais, o Match é a que mantém o público de faixa etária mais alta e os filtros mais detalhados: idade, distância, se tem filhos, se fuma, o que procura. Não há campo de estado civil anterior, mas muitas pessoas mencionam a viuvez no texto livre do perfil.

Custo: instalar e criar o perfil é gratuito; enviar mensagens exige assinatura. Disponível na Google Play; no iPhone não aparece na loja brasileira, e o acesso é pelo navegador. Acesse o Match no site oficial.

OurTime: feito para quem tem mais de 50

O OurTime é voltado especificamente ao público acima de 50 anos, o que naturalmente concentra pessoas que já tiveram casamentos longos, incluindo quem enviuvou. A interface é simples, com poucos botões e texto maior, pensada para quem não tem tanta intimidade com celular.

Custo: download e perfil gratuitos na Google Play, com classificação de 18 anos; mensagens sem limite exigem plano pago. Também não está listado na App Store brasileira. Conheça o OurTime no site oficial.

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Bumble: base grande no Brasil e menos abordagem indesejada

Se as opções acima têm o inconveniente de base estrangeira, o Bumble resolve isso: é um dos apps mais usados no Brasil e tem interface em português. Dá para definir a faixa etária desejada e declarar no perfil que você procura algo sério.

A regra da plataforma — em matches entre homens e mulheres, quem escreve primeiro é a mulher — reduz bastante o volume de mensagens indesejadas, algo que costuma pesar para quem está voltando a se relacionar depois de muitos anos.

Custo: gratuito para baixar e usar no básico, tanto no Android quanto no iPhone, com planos pagos opcionais e chamada de vídeo dentro do app.

Hinge: perfil longo e conversa com assunto

O Hinge monta o perfil com respostas a perguntas, em texto ou áudio, em vez de só fotos. Isso dá espaço para a pessoa contar sua história do jeito que quiser — inclusive falar da viuvez, se ela achar que faz sentido — e dá assunto para a primeira mensagem, que deixa de ser genérica.

Custo: criar o perfil, receber sugestões diárias e curtir dentro de um limite é gratuito; as assinaturas Hinge+ e HingeX ampliam curtidas e filtros. Disponível para Android e iPhone no Brasil, em português.

Funcionalidades que ajudam de verdade

Os filtros de idade e distância são o básico e existem em todos os apps citados. Mais importantes, porém, são as ferramentas de segurança: verificação de perfil por selfie, chamada de vídeo dentro do aplicativo, denúncia e bloqueio. Elas não impedem que um golpista se cadastre, mas dão a você um jeito rápido de checar e de sair.

Vale também prestar atenção à cobrança. Na maioria dessas plataformas, o download é grátis e a conversa é paga. A assinatura renova sozinha e o cancelamento é feito na Play Store ou na App Store, em “Assinaturas” — não dentro do aplicativo. Conferir isso antes de assinar evita dor de cabeça.

Alerta: o golpe do amor mira exatamente esse público

Pessoas que enviuvaram estão entre os alvos preferidos do chamado golpe do amor, e o motivo é cruel: o golpista sabe que há solidão e, muitas vezes, algum patrimônio. Por isso esta seção é a mais importante do texto — vale tanto para quem procura alguém quanto para quem pode ser procurado.

O roteiro é sempre parecido. O perfil é de alguém com aparência agradável e profissão de prestígio — médico, engenheiro, militar, trabalhador em plataforma de petróleo. Diz morar fora do país ou estar “em missão”. É extremamente carinhoso desde o primeiro dia, manda mensagem de bom dia e boa noite, fala em amor e casamento em poucas semanas.

Dois sinais aparecem quase sempre: a pessoa nunca consegue fazer chamada de vídeo, sempre por um problema de conexão, e insiste em sair do aplicativo logo no começo, para conversar no WhatsApp, longe da moderação. Depois vem a emergência que só dinheiro resolve — encomenda retida na alfândega, cirurgia, passagem de avião, cartão bloqueado. O valor começa pequeno e cresce.

A regra é uma só e não tem exceção: nunca envie dinheiro, faça Pix, transferência ou depósito, não compre cartão-presente e não empreste documentos para alguém que você conheceu pela internet e nunca viu pessoalmente. Também não receba encomendas no seu nome, não abra conta bancária a pedido de ninguém e desconfie de qualquer convite para investir em criptomoedas feito por um par romântico.

Se acontecer, denuncie o perfil dentro do aplicativo, salve as conversas e registre boletim de ocorrência — a maioria dos estados aceita registro on-line. Sentir vergonha é comum e é exatamente com isso que o golpista conta: a culpa é de quem aplicou o golpe, não de quem confiou.

Para os primeiros encontros, mantenha o combinado de sempre: lugar público e movimentado, durante o dia, chegando e saindo por conta própria, e avisando um filho, um vizinho ou um amigo onde você vai estar.

Conclusão

Não existe aplicativo que entregue “mulheres viúvas” em uma lista, e desconfiar de quem promete isso já é um bom começo. O que existe são plataformas de relacionamento sério — eHarmony, Match, OurTime, Bumble e Hinge — com base madura, filtros de idade e ferramentas de segurança, onde muita gente que enviuvou está de fato presente.

O resto é postura: sinceridade no perfil, respeito ao tempo do outro e atenção redobrada com dinheiro e dados pessoais. Recomeçar depois de uma perda é possível, e acontece todos os dias — só não vale atropelar nem ser atropelado no caminho.

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Pedro Lorenzo

Pedro Lorenzo

Estudante de TI. Atualmente, atua como redator do portal Moblander, produzindo conteúdos sobre diversos assuntos de relevância nos dias de hoje.